O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, alertou hoje para o impacto da greve dos trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), defendendo que deve ser garantido o socorro à população.
Quando é afetado por uma greve “o INEM não tem a mesma capacidade de poder socorrer pessoas e, muitas vezes, de salvar vidas e, isso, é uma situação que não é admissível”, afirmou aos jornalistas em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.
O responsável falava após uma reunião com a administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e uma visita ao Hospital do Litoral Alentejano, integrada numa deslocação de dois dias à região para avaliar as condições de prestação de cuidados de saúde.
Questionado pela agência Lusa, Carlos Cortes afirmou que a greve “deve preocupar-nos a todos”, lembrando o papel do INEM na assistência pré-hospitalar e na resposta a situações de urgência e emergência.
“Olhando aquilo que tem acontecido nos últimos anos, quando há uma greve, tem impacto”, alertou o bastonário, acrescentando que a população “não pode ser prejudicada” por esta paralisação.
O INEM “tem de manter permanentemente, independentemente das situações, e aqui há uma situação de greve, uma capacidade plena de prestar socorro às pessoas”, argumentou.
“Não é aceitável que possam morrer pessoas no decorrer de qualquer tipo de situação que possa acontecer ao INEM e a greve é uma delas”, acrescentou.
Os técnicos de emergência pré-hospitalar marcaram dois dias de greve para 14 e 28 de setembro, em protesto contra a reorganização do dispositivo de emergência médica.
O Sindicato dos Trabalhadores de Emergência Pré-Hospitalar disse na terça-feira que a contraproposta apresentada pelo INEM se afasta das reivindicações dos trabalhadores e admitiu manter a greve da próxima semana caso o Governo não reforce as medidas apresentadas nas negociações.