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DGS alerta para poeiras no ar e aconselha população vulnerável a ficar em casa

LUSA
04-09-2026 06:59h

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou para a fraca qualidade do ar devido à concentração de poeiras provenientes do norte de África, em suspensão na atmosfera, e recomendou à população mais vulnerável a ficar em casa sempre que possível.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indica que hoje e no sábado haverá poeiras em suspensão, tal como sucedeu na quinta-feira.

Numa nota publicada no seu ‘site’, a DGS refere também que uma massa de ar proveniente dos desertos do Norte de África, que transporta poeiras em suspensão, está prevista atravessar Portugal Continental.

As poeiras estão a afetar a generalidade do território nacional, principalmente a Região Centro e Sul, estendendo-se até sábado a persistência deste fenómeno natural, indica.

Por causa das poeiras, está prevista a “ocorrência de uma situação de fraca qualidade do ar no Continente, registando-se um aumento das concentrações de partículas inaláveis de origem natural no ar”, segundo a autoridade de saúde.

A DGS explica que este poluente (partículas inaláveis – PM10) tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações.

Enquanto este fenómeno se mantiver, a DGS recomenda à população para evitar os esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.

A DGS recomenda que as crianças, idosos, doentes com problemas respiratórios crónicos, designadamente asma, e doentes do foro cardiovascular, sempre que for viável, permaneçam no interior dos edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas, devido à “sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno”.

A DGS salienta ainda que os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso.

No caso de agravamento de sintomas, os doentes devem contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou recorrer a um serviço de saúde.

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