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Ministra admite “grande pressão” nas urgências de Lisboa e Vale do Tejo nas próximas semanas

Lusa
01-09-2026 16:21h

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu hoje que as próximas semanas vão ser de grande pressão nas urgências de Lisboa e Vale do Tejo, sobretudo no Hospital de Amadora-Sintra.

“Eu diria que as próximas semanas vão ser semanas de grande pressão em Lisboa e Vale do Tejo, mas, essencialmente, no Hospital de Amadora-Sintra”, afirmou Ana Paula Martins, em Porto de Mós, distrito de Leiria, onde esteve na inauguração dos trabalhos de remodelação do centro de saúde local.

Confrontada com os tempos de espera elevados nas urgências na região de Lisboa, que reconheceu serem “um bocadinho mais elevados” e, às vezes, “significativamente mais elevados que no resto do país”, Ana Paula Martins declarou, referindo-se ao Hospital de Amadora-Sintra, que nas próximas semanas esta situação pode ocorrer várias vezes.

Segundo a governante, há várias razões para esta situação se repetir, sendo que a primeira se prende com o facto de existir “uma pressão assistencial enorme, é talvez das zonas do país, se não a zona do país com maior pressão assistência”.

“Temos mais de 240 mil pessoas ali só nestes concelhos sem médico de família e isso causa uma pressão assistencial sobre as urgências muito grande”, reconheceu, assumindo, igualmente, “uma situação também de falta de recursos humanos naquela ULS [Unidade Local de Saúde] especificamente, muita falta de enfermeiros, muita falta de médicos também, concretamente na urgência”.

Segundo a ministra, houve “várias mudanças” e “isso criou instabilidade na equipa de urgência”.

“Estamos a fazer tudo aquilo que nos compete enquanto Governo a procurar conseguir trazer de novo profissionais para uma urgência” que classificou como a “mais sobrecarregada do país”.

Por outro lado, apontou o número de situações de “alta prolongada”.

“Não são só casos sociais, são mesmo casos à espera de irem para a Rede Nacional de Cuidados Continuados. Também ali se fazem sentir com maior significado”, sustentou.

Ana Paula Martins adiantou que segunda-feira é “sempre um dia muito difícil na urgência no país inteiro, ali particularmente”.

“Também [é] um momento de regresso de férias das famílias que, obviamente, regressando à sua vida quotidiana, naturalmente acabam por ter também algumas necessidades de saúde que decorrem deste período de férias e que têm que ser tratadas e atendidas no seu hospital de origem e nos cuidados de saúde primários”, acrescentou.

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