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Chega/Açores questiona Governo Regional sobre internamentos sociais nos hospitais da região

Lusa
29-08-2026 11:51h

O Chega/Açores questionou hoje o Governo Regional (PSD/CDS/PPM) sobre o número de idosos que permanecem internados nos hospitais da região com alta clínica por falta de respostas sociais.

“Um hospital não pode transformar-se numa resposta social por falta de alternativas. As camas devem ser usadas para tratar quem necessita efetivamente de cuidados hospitalares. Não basta dar alta clínica se depois não existe para onde encaminhar estas pessoas. O Governo tem de explicar o que está a fazer e, sobretudo, quando pretende resolver este problema”, afirmou o líder regional do partido, José Pacheco, citado em comunicado.

Em maio, o presidente do conselho de administração do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, admitiu que existiam mais de 40 internamentos sociais no maior hospital da região, referindo-se a utentes que permaneciam internados sem necessidade clínica, por falta de respostas alternativas, junto de familiares ou instituições.

Passados três meses, o grupo parlamentar do Chega entregou um requerimento na Assembleia Legislativa dos Açores a questionar o executivo açoriano sobre o ponto de situação nos três hospitais da região, alegando que é um problema que “prejudica simultaneamente os idosos e o funcionamento do Serviço Regional de Saúde”.

“Estamos perante um problema com duas faces. Temos idosos que já não precisam de estar num hospital, mas que continuam internados porque não têm uma resposta adequada para os receber. Ao mesmo tempo, temos camas hospitalares ocupadas que fazem falta a outros doentes. Isto demonstra que existe um problema de articulação entre a Saúde e a área social que tem de ser resolvido”, alertou José Pacheco, que é também líder da bancada parlamentar.

Os deputados do Chega querem conhecer o número atual de internamentos sociais nos três hospitais da região, quantos destes utentes têm 65 ou mais anos e qual o tempo médio de internamento após receberem alta clínica.

Questionam ainda o executivo sobre quantos destes utentes aguardam por uma vaga numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), noutro tipo de resposta social ou de cuidados continuados, quantos já se encontram sinalizados pelo Instituto da Segurança Social dos Açores e quanto tempo levam à espera de colocação.

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