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Espanha regista quase 4.500 mortes relacionadas com o calor desde junho

LUSA
20-08-2026 11:34h

Quase 4.500 mortes relacionadas com o calor foram registadas em Espanha entre 01 de junho e 19 de agosto, o valor mais elevado para este período desde 2022, referiu o Instituto de Saúde Carlos III.

No total, 4.458 mortes foram atribuídas às temperaturas elevadas desde o início de junho, contra 3.073 no mesmo período de 2025 e 1.890 em 2024, de acordo com os últimos dados.

O número aproxima-se do registado em 2022, quando foram estimadas 4.520 mortes relacionadas com o calor durante o mesmo período.

Os dados, publicados diariamente pelo Instituto de Saúde Carlos III e sujeitos a revisões periódicas, são estimativas produzidas através do sistema de Monitorização da Mortalidade (MoMo).

O sistema recolhe diariamente os dados sobre óbitos em Espanha e calcula a diferença entre a mortalidade observada e aquela que seria esperada com base nas séries históricas, incorporando também fatores como as temperaturas registadas pela Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).

Tal como grande parte da Europa, Espanha está a atravessar um verão particularmente quente, marcado por várias ondas de calor consecutivas.

Julho de 2026 igualou julho de 2022 como o mês mais quente desde o início dos registos no país, segundo a Aemet.

O mesmo mês foi também "o julho mais seco desde o início dos registos, em 1961", num verão marcado por incêndios florestais de dimensão excecional em várias regiões espanholas.

Espanha é um dos países europeus particularmente expostos aos efeitos das alterações climáticas e tem registado nos últimos anos ondas de calor mais frequentes e prolongadas, com temperaturas que ultrapassam regularmente os 40º Celsius.

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