O fenómeno será total apenas numa pequena área do Parque Natural de Montesinho, em Bragança, com 26 segundos de duração. No resto do país, o eclipse será parcial, com ocultação entre 92% e 99% do Sol, mas a observação exige cuidados.
Rita Gama, oftalmologista, alerta que os olhos não estão preparados para olhar diretamente para o Sol sem uma proteção adequada e lembra que uma exposição sem filtro pode provocar lesões permanentes. O eclipse será total numa faixa muito restrita no nordeste transmontano e parcial no resto do país.
A oftalmologista reforça que os óculos de sol convencionais não oferecem proteção suficiente para observar o eclipse. Para olhar diretamente para o Sol, é necessário utilizar um filtro solar adequado e certificado para este tipo de observação. Caso não seja possível adquirir este tipo de proteção, Rita Gama recomenda que não se olhe diretamente para o Sol.
As crianças são também uma preocupação para a especialista. A curiosidade dos mais novos pode tornar mais difícil garantir que não olham para o fenómeno, sobretudo quando veem os adultos à sua volta a fazê-lo.
Rita Gama recomenda, por isso, uma atenção redobrada com as crianças e reforça que as lesões provocadas pela observação direta do Sol podem ser irreversíveis. A especialista deixa um alerta para quem pretende acompanhar o eclipse: sem uma proteção adequada, a recomendação é não olhar diretamente para o Sol.