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Câmara de Mirandela acompanha alterações ao aspeto visual do rio Tua

LUSA
15-07-2026 18:47h

A Câmara de Mirandela defendeu hoje que "o aspeto visual atualmente observado em algumas zonas do rio Tua", com matéria orgânica, algas e coloração, pode resultar de diferentes fatores, e garantiu estar a acompanhar a situação junto das entidades competentes.

Nas redes sociais, têm vindo a ser partilhadas imagens e vídeos que mostram o estado do rio, havendo ainda relatos de mau cheiro, situação que o município garante estar a "acompanhar".

"Relativamente ao aspeto visual atualmente observado em algumas zonas do rio, o município considera que não devem ser antecipadas conclusões quanto à sua origem sem uma avaliação técnica devidamente fundamentada", respondeu à Lusa.

A autarquia explicou ainda que “a coloração, a presença de matéria orgânica, algas ou outros elementos visíveis podem resultar de diferentes fatores, nomeadamente das condições meteorológicas, da redução dos caudais, do aumento da temperatura da água ou de ocorrências localizadas”.

A câmara municipal garantiu ainda que a qualidade da água da praia fluvial Arquiteto Albino Mendo, em Mirandela, é “avaliada semanalmente”, através de análises solicitadas pelo município e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), revelando que o resultado da última colheita, feita a 13 de julho, ao qual a Lusa teve acesso, indica que água é própria para banhos.

“Desde o início da época balnear, todos os resultados laboratoriais obtidos cumprem integralmente os parâmetros microbiológicos definidos para águas balneares, não tendo sido detetadas bactérias ou microrganismos em concentrações que coloquem em causa a saúde pública ou a prática balnear”, reiterou o município.

Questionada pela Lusa sobre o problema poder estar a montante do rio, o município explicou que essa averiguação “exige uma análise integrada de toda a bacia hidrográfica e a intervenção das entidades com competências de fiscalização e gestão dos recursos hídricos”.

“A Praia Fluvial Arq. Albino Mendo, inserida em contexto urbano, é um espaço muito frequentado durante o verão, pelo que o Município mantém uma vigilância permanente sobre a qualidade da água e sobre as condições de utilização da zona balnear. Essa avaliação continuará a ser feita com base em resultados laboratoriais oficiais e não apenas na perceção visual”, vincou.

Ainda no passado dia 6 de julho, foi colocada a bandeira vermelha na praia em questão, pelo nadador salvador, como proibição de banhos, devido a presença de elementos na água.

No dia seguinte, a APA recolheu água para análise que, de acordo com o relatório ao qual a Lusa teve acesso, revelou não haver valores anormais de presença de 'Escherichia coli' e enterococos intestinais, estando própria para banhos.

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