A Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco realizou o primeiro implante de um pacemaker sem elétrodos na região da Beira Baixa.
“A introdução desta tecnologia representa um importante avanço para a população da Beira Baixa, permitindo oferecer tratamentos inovadores e diferenciados mais próximos da área de residência dos doentes, evitando deslocações para centros mais distantes e reforçando a capacidade assistencial da região”, afirma, em comunicado, a ULS de Castelo Branco.
Tradicionalmente, os pacemakers são constituídos por um gerador implantado na região peitoral e por elétrodos que estabelecem a ligação com o coração.
Apesar de serem dispositivos seguros e amplamente utilizados, podem ocorrer complicações relacionadas com os elétrodos ou com a loca cirúrgica.
“Os pacemakers sem elétrodos surgiram como uma importante evolução tecnológica, permitindo uma abordagem menos invasiva e reduzindo potenciais complicações associadas aos sistemas convencionais”.
Este procedimento foi realizado no Hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, pelos médicos Peter Sousa, Gisela Paisana e Francisco Paisana.
“Com dimensões significativamente inferiores às dos dispositivos convencionais, é implantado diretamente no ventrículo direito por meio de um procedimento minimamente invasivo realizado por via femoral, sem necessidade de incisões torácicas ou criação de bolsa subcutânea”.
Segundo a ULS de Castelo Branco, representa um importante marco na diferenciação da atividade assistencial da instituição e no acesso da população da região às mais recentes tecnologias na área da estimulação cardíaca.
A implantação de um pacemaker constitui uma das terapêuticas mais eficazes para restaurar uma frequência cardíaca adequada e melhorar significativamente a qualidade de vida dos doentes.