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Ébola: Washington ativa nível máximo de resposta e envia tratamentos experimentais

LUSA
27-06-2026 19:00h

As autoridades de saúde americanas elevaram esta noite para o nível máximo a sua resposta ao atual surto de Ébola na República Democrática do Congo (RD Congo) e anunciaram o envio de tratamentos experimentais para o país, bem como para Uganda.

"Segundo a nossa avaliação, o risco para os Estados Unidos continua baixo", tranquilizou Satish Pillai, responsável pela resposta ao surto nos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), durante uma chamada com jornalistas.

No entanto, os CDC, principal agência de saúde dos EUA, decidiram elevar para o nível 1 - o mais alto - a sua resposta, tal como tinha feito durante o surto recorde de Ébola em 2014.

Este nível elevado de resposta é "um sinal interno" que indica que a situação "representa agora a prioridade mais alta dentro da agência", sublinhou hoje um responsável dos CDC.

Esta mudança permitirá assim "mobilizar pessoal e recursos adicionais" e "mais rapidamente se isso se mostrar necessário", disse.

Mais de um mês após a sua declaração, a atual surto de Ébola na RD Congo ainda não está controlado e já causou pelo menos 304 mortos e contaminou 1.115 pessoas, segundo o último balanço, espalhando-se para o vizinho Uganda, onde foram registados vinte casos, incluindo dois óbitos.

Se não for rapidamente contido, este surto poderá alcançar a mesma dimensão da que ocorreu no continente africano entre 2014 e 2016, ou até superar, alertaram nas últimas semanas responsáveis de saúde americanos.

Tendo começado na Guiné, este surto, o mais violento da história do Ébola, atingiu África Ocidental e causou mais de 11.000 mortos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para combater a progressão do surto atual, que envolve a variante Bundibugyo do vírus, bastante rara e para a qual atualmente não existe qualquer vacina ou tratamento aprovado, os Estados Unidos anunciou hoje que iria apoiar o envio de doses de MBP134, um tratamento experimental à base de anticorpos monoclonais na RD Congo e Uganda.

Outras doses deste tratamento serão enviadas para a Universidade de Oxford, no Reino Unido, para um ensaio clínico, disseram as autoridades de saúde americanas num comunicado.

As autoridades também afirmaram estar prontas para enviar 2.500 testes que permitem detetar em pessoas falecidas uma infeção pelo vírus Ébola e identificar a variante envolvida.

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