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Alguns hospitais já ativaram nível mais baixo dos planos de contingência devido ao calor - ministra

Lusa
24-06-2026 17:17h

A ministra da Saúde disse hoje que alguns hospitais do país já ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência devido ao calor com as equipas dos serviços de urgência a serem reforçadas.

“Já ativámos o nível de contingência 1, que tem muitas medidas que estão em articulação com outras entidades e com a Proteção Civil”, afirmou aos jornalistas Ana Paula Martins, avançando que foi ativado nos distritos com risco mais elevado de calor.

No final de um almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal, em Lisboa, a ministra explicou que o nível de contingência 1 consiste na divulgação de medidas para apelar às pessoas que não estejam expostas ao calor e que se mantenham hidratadas, sobretudo os mais vulneráveis, nomeadamente utentes com doenças crónicas, idosos e crianças.

Segundo a ministra, no âmbito da ativação dos planos de contingência também existiu um reforço das equipas nos serviços de urgência dos hospitais.

“Há uma maior procura das urgências. Nós temos estado a conseguir dar essa resposta neste momento, mas eu queria dizer que obviamente as ondas de calor, tal como as ondas de frio, têm grande impacto na mortalidade”, explicou.

A ministra indicou que a procura pelos serviços de urgência é maior nas áreas onde “a onda de calor está a fazer sentir-se mais, nomeadamente os distritos que estão em alerta”, mas também na área de Lisboa pode ter-se registado um aumento.

Na terça-feira, o INEM avançou à Lusa que recebeu em junho cerca de 6.000 chamadas a mais do que em 2025, um aumento associado aos efeitos das temperaturas elevadas, ao agravamento de doenças crónicas e situações de doença aguda.

A ministra disse ainda que Portugal está preparado para enfrentar a ébola caso chegue a Portugal, indicando que o risco da doença chegar ao país é baixo, a propósito de França detetar hoje o primeiro caso positivo do vírus Ébola.

“Nós estamos completamente preparados, fazemos parte da rede de emergência sanitária internacional e também europeia e estamos completamente preparados para executar todos os protocolos que vão desde, digamos, a identificação, o diagnóstico, ao isolamento, ao repatriamento”, acrescentou.

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