O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, explicou hoje que a instalação da sala de consumo assistido nos terrenos do antigo bairro do Aleixo, que atualmente está localizada junto ao bairro da Pasteleira, é uma “medida temporária”.
“É uma medida temporária”, afirmou o autarca, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, durante a reunião pública do executivo municipal, após questionado por um morador naquela zona.
Pedro Duarte explicou que a escolha do novo local deve-se ao facto de ser uma zona com “muita pouca pressão habitacional”.
Além disso, o autarca considerou que “alguma predisposição alarmista” por parte dos moradores da zona é “um pouco exagerada”.
Mostrando-se disponível para fazer adaptações, Pedro Duarte garantiu que a autarquia vai monitorizar o seu funcionamento.
Por seu lado, a vereadora Gabriela Queiroz, com o pelouro da Coesão Social, Saúde e Proteção Civil, insistiu que aquela localização é “temporária e não uma solução para a vida”.
Sublinhando que a câmara está “tecnicamente confortável” com esta opção, a vereadora ressalvou que esta nova sala trará melhores soluções e respostas.
A vereadora reforçou que estas salas não atraem o consumo porque as mesmas são colocadas junto das rotas conhecidas com o tráfico de droga e existência destes fenómenos.
A nova sala é maior e tem melhores condições para acomodar melhor os utentes e os técnicos e, para além disso, está situada numa zona de menos pressão habitacional, apontou Gabriela Queiroz.
A sala no Aleixo continuará a ser uma estrutura fixa, mas amovível, e estará instalada no cruzamento da Rua de Carvalho Barbosa com a Rua de Arnaldo Leite, na União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos.
O novo espaço terá mais de 200 metros quadrados, mais do dobro da atual (90 metros quadrados), e deverá custar à autarquia cerca de 600 mil euros.
A atual sala de consumo assistido consegue retirar da rua cerca de 280 consumos diários.