O principal hospital da Guiné-Bissau, Simão Mendes, fixou novos preços de serviços de assistência médica que variam 1,5 euros numa consulta até 180 euros para uma intervenção cirúrgica, anunciaram hoje os responsáveis do setor.
Os novos preços entraram em vigor na semana passada e hoje mereceram os comentários do ministro da Saúde Pública do Governo de transição, comodoro Quinhin Na Ntote, durante a cerimónia da inauguração do Guichet Único de pagamentos no Simão Mendes.
Citado pelos órgãos de comunicação social guineenses, Quinhin Na Ntote assinalou que os novos preços foram objeto de análise antes da entrada em vigor, mas salientou que não vão encarecer o custo da assistência no hospital de referência da Guiné-Bissau.
“Em princípio, a saúde não é barata em nenhuma parte do mundo. A saúde não é barata para aqueles que atravessam as fronteiras, mesmo aqui no Senegal”, destacou o ministro.
Doravante, uma consulta (de rotina) de crianças a partir de 5 anos ou de um adulto vai custar mil francos CFA (cerca de 1,5 euros), por um internamento superior a um mês passa a ser cobrado o valor de 30 mil francos CFA (cerca de 45 euros) e uma circuncisão custa 25 mil francos CFA (cerca de 37 euros).
Por uma consulta de qualquer especialidade no Simão Mendes passa a ser cobrada a quantia de três mil francos CFA (cerca de 4,5 euros).
Até aqui, todas as consultas tinham um custo de dois mil francos CFA (cerca de três euros).
O trabalho de parto por cesariana ou de forma normal continuam isentos, assim como a transfusão de sangue, teste de HIV ou de detenção do plasmódio (parasita que causa a malária) no sangue.
Todos os pagamentos passam a ser efetuados num Guichet Único, contrariando a entrega de dinheiro em cada serviço, uma iniciativa que o diretor do Simão Mendes, Malam Sabali disse ser necessária “para garantir um bom funcionamento” do hospital.
O diretor-geral do Simão Mendes, exortou a população em geral e os utentes em particular a denunciar “quaisquer práticas de cobranças ilícitas” no hospital.