A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Governo cabo-verdiano assinaram hoje um plano de trabalho de 2,08 milhões de euros para reforçar o setor da saúde, melhorar os serviços, com foco na preparação para riscos sanitários emergentes.
"Queremos que este plano nos ajude a avançar com mais solidez na reforma do sistema mais moderno, reforçando as capacidades nacionais e contribuindo para um setor mais moderno, preventivo, resiliente e próximo das pessoas", afirmou o ministro da Saúde de Cabo Verde, Jorge Figueiredo, durante a cerimónia de assinatura na cidade da Praia.
O plano define as áreas prioritárias de intervenção para 2026-2027, bem como os mecanismos de financiamento e acompanhamento, assegurando a transparência nos processos de planeamento e orçamento.
O documento está alinhado com a estratégia de cooperação entre a OMS e o Governo e pretende ainda responder aos principais desafios do setor, incluindo o aumento das doenças não transmissíveis, a pressão sobre os serviços hospitalares, o envelhecimento da população e os impactos das alterações climáticas na saúde.
O governante considerou ainda que a parceria com a OMS tem acompanhado o país nas diferentes etapas do seu desenvolvimento.
A representante da OMS em Cabo Verde, Ann Lindstrand, acrescentou ainda que o plano consolida investimentos na cobertura universal, cuidados primários, qualidade dos serviços, digitalização e regulação de medicamentos.
A responsável destacou também os progressos alcançados nas últimas décadas, como a eliminação da malária, do sarampo e da rubéola, bem como avanços na resposta a emergências, saúde mental e doenças não transmissíveis.