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Novos helicópteros do INEM acionados 446 vezes e com disponibilidade operacional de 93%

Lusa
03-03-2026 17:51h

Os novos helicópteros de emergência médica foram acionados 446 vezes entre 01 de julho e 31 de dezembro de 2025, apresentando uma disponibilidade operacional de 93%, anunciou hoje o INEM.

“A percentagem de disponibilidade operacional registada situou-se na ordem dos 93%, valor compatível com os padrões exigidos para este tipo de operação”, adiantou à agência Lusa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Assegurada pela Gulf Med Aviation Services, a operação com os novos helicópteros arrancou em 01 de julho de 2025, inicialmente condicionada a duas aeronaves em regime de 12 horas por dia, sediadas em Loulé e em Macedo de Cavaleiros, o que obrigou a que a resposta operacional fosse complementada pela Força Aérea Portuguesa.

Este dispositivo foi sendo progressivamente reforçado, com os helicópteros de Évora e Loulé a operarem 24 horas por dia a partir de 20 de outubro, o de Macedo de Cavaleiros a 25 de outubro e o de Viseu a 01 de novembro, altura em que ficou totalmente implementado.

Segundo dados disponibilizados pelo INEM, entre 01 de julho e 31 de dezembro, os 446 acionamentos dos helicópteros de emergência médica corresponderam a 319 transportes efetivos, uma vez que 127 não se efetuaram por motivos clínicos ou operacionais.

Nesses casos estão situações de óbito no local, a ausência de gravidade clínica após uma avaliação médica, a decisão clínica no local ou impossibilidade de transporte devido a condições meteorológicas adversas, explicou o instituto.

A mesma fonte adiantou ainda que, do total de acionamentos registados, 269 corresponderam a missões de transporte primário, ou seja, de doentes graves entre o local da ocorrência e o hospital, e 177 foram de missões de transporte secundário, entre unidades hospitalares.

Nos últimos seis meses de 2025, o helicóptero com base em Macedo de Cavaleiros foi o que registou maior atividade, com 151 acionamentos, seguindo-se o de Évora (149), o de Loulé (112) e o de Viseu (34).

Durante este período, os helicópteros de emergência médica do INEM operaram maioritariamente em heliportos hospitalares, destacando-se o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com 82 aterragens, seguindo-se os hospitais de Faro (54 aterragens), de Bragança (38), Pedro Hispano, em Matosinhos (31), de Vila Real (25), da Universidade de Coimbra (24), de Santa Cruz, em Lisboa (16) e de Viseu (14).

De acordo com o INEM, foram igualmente realizadas aterragens em outros heliportos hospitalares e em locais alternativos, num total de 487, um número que é superior ao de acionamentos ou helitransportes, uma vez que, numa mesma missão, pode ser necessária a aterragem em mais do que um local.

“A operação do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM) encontra-se, à data, a decorrer de forma regular, assegurando a resposta operacional prevista”, no âmbito do contrato celebrado entre o INEM e a Gulf Med Aviation Services, adiantou ainda o instituto.

O INEM salientou que mantém um acompanhamento permanente da execução do contrato com a empresa, através da monitorização de indicadores operacionais e de desempenho, “garantindo o cumprimento das obrigações estabelecidas, bem como dos padrões de segurança e de qualidade assistencial exigidos”.

“Com base na experiência operacional acumulada ao longo destes meses, o INEM considera que as aeronaves atualmente afetas ao SHEM reúnem os requisitos técnicos e operacionais necessários ao cumprimento da missão de emergência médica pré-hospitalar”, referiu a mesma fonte.

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