O PCP de Matosinhos considerou hoje "inconcebível" que a autarquia tenha autorizado a colocação de "qualquer obstrução" à utilização do heliporto do Hospital Pedro Hispano, uma vez que cabe à câmara o "licenciamento ou permissões" daqueles obstáculos.
Em comunicado, a Comissão Concelhia de Matosinhos do PCP salienta que cabe também à Câmara Municipal de Matosinhos, no distrito do Porto, “tomar, com urgência, todas as diligências para que sejam removidos” os obstáculos à utilização do heliporto naquele hospital.
O heliporto do Hospital Pedro Hispano, da Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), teve de ser encerrado porque os canais de descolagem, levantamento e aterragem existentes possuem obstáculos que colocam em risco a operação.
Num documento ao qual a agência Lusa teve acesso na terça-feira, assinado pela diretora do serviço de gestão de risco da ULSM, é explicado que esta decisão decorre de visitas e reuniões técnicas nas quais participaram a ULSM e a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), tendo ficado concluído que “a localização do heliporto, atualmente não é a melhor, dada a sua envolvente”.
“Acontece que a autarquia de Matosinhos tem responsabilidades no licenciamento ou nas permissões de tais obstáculos, sendo inconcebível que tenha sido autorizada a colocação de qualquer obstrução ao normal funcionamento do heliporto do Hospital Pedro Hispano”, lê-se.
Para o PCP, “a existirem esses obstáculos, compete também à Câmara Municipal de Matosinhos tomar, com urgência, todas as diligências para que sejam removidos”.
O texto refere ainda que o PCP de Matosinhos vai questionar a autarquia sobre se tem “conhecimento da existência” daqueles obstáculos e sobre “quais são os obstáculos, a localização e que autorização existe para a implantação de cada um deles”.
A ULSM possui um heliporto localizado no Hospital Pedro Hispano (HPH), o qual é utilizado, essencialmente, para receber helitransportes com doentes para os hospitais das ULS São João e ULS Santo António, ambos no Porto.