A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que abrange o distrito de Beja, revelou hoje que ainda existem constrangimentos em alguns dos seus serviços na região, devido ao mau tempo causado pela depressão Leonardo.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a instituição, que gere o hospital de Beja, as urgências básicas de Castro Verde e Moura e 13 centros de saúde, confirmou que continuam a registar-se “falhas de energia, danos em coberturas/telhados e estradas inacessíveis” nalgumas das suas unidades espalhadas pelo distrito.
A situação mais grave verifica-se ainda no concelho de Alvito, onde o centro de saúde está encerrado, com as reparações a poderem “prolongar-se para a próxima semana”, pelo que as consultas médicas da próxima semana terão lugar no Centro de Saúde de Cuba, indicou a ULSBA.
Já as situações de doença aguda serão atendidas nos centros de saúde de Cuba ou Vidigueira.
Em Aljustrel, continua encerrada a extensão de saúde de Messejana, “sem previsão de reabertura”, ao passo que em Almodôvar está fechada a de Aldeia dos Fernandes, que reabrirá “logo que a meteorologia o permita”.
Ainda neste concelho, estão encerradas as extensões de saúde de Rosário e Semblana, mas por motivo de obras de requalificação e “sem previsão de reabertura.
No concelho de Castro Verde, a extensão de Casével também está encerrada, com o atendimento a ser garantido por teleconsulta, enquanto em Selmes, no concelho de Vidigueira, a extensão reabrirá “logo que a meteorologia o permitir” e as consultas forem reagendadas.
A ULSBA informou ainda que, em Ferreira do Alentejo, houve hoje “extensões com dificuldades de acesso sem atividades previstas” e que, em Moura, as unidades com “dificuldades por estradas inundadas” funcionaram por intermédio de teleconsulta.
“Estamos a trabalhar para que sejam ultrapassados todos os constrangimentos e que a atividade volte ao normal o mais rápido possível”, frisou a unidade local no comunicado.
A ULSBA assegurou ainda “que a rede de emergência estará organizada e pronta para dar resposta às necessidades da população, recomendando que sejam seguidas as indicações da Proteção Civil”.
Depois da passagem da depressão Kristin, na semana passada, Portugal continental está agora a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte, vento e forte agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos laranja (o segundo mais grave) pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.