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Nélson Ramalho vence Prémio APAV com investigação sobre travestis

LUSA
13-12-2019 10:08h

O investigador Nélson Alves Ramalho foi distinguido quinta-feira, em Lisboa, com o Prémio Investigação 2019 da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), por um trabalho desenvolvido sobre a população travesti trabalhadora do sexo.

O prémio, em 5.ª edição, foi entregue ao trabalho desenvolvido no âmbito de um doutoramento no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), na Escola de Sociologia e Políticas Públicas, numa cerimónia que decorreu nos serviços da sede da APAV.

“Virar Travesti: Trajetórias de Vida, Prostituição e Vulnerabilidade Social” é o título do trabalho de doutoramento de Nélson Alves Ramalho, resultado de cinco anos de investigação e experiência com a população travesti trabalhadora do sexo.

Sobre o trabalho premiado, a APAV sublinha que retrata "um grupo social que tem sido negligenciado pela sociedade e pelas instituições, e preenche lacunas no conhecimento científico, com ganhos relevantes não só para a problematização do género e da sexualidade, como também para a ‘desocultação’ e visibilidade da população travesti".

"As dinâmicas de vitimação que atormentam esta população devem ser o mote para uma intervenção mais concertada junto de grupos especialmente vulneráveis, no qual a população travesti se inclui", salienta ainda a entidade na justificação da escolha.

Foram ainda atribuídas duas menções honrosas, uma a Mariana Pinto - que é também colaboradora APAV na Unidade de Apoio a Vítimas Migrantes e de Discriminação -, da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, pelo trabalho “Permanecer, abandonar ou retomar à relação abusiva: perceção de mulheres vítima de violência conjugal”.

Outra foi entregue a Sara Vera-Cruz Quintas, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, pela investigação “Mutilação genital feminina na Guiné-Bissau: para quando a sua erradicação?”.

O Prémio APAV para a Investigação, instituído pela entidade com o apoio da Fundação Montepio, no valor de 1.500 euros, destina-se a premiar trabalhos de investigação científica sobre temas ou problemas relacionados com a missão da associação.

A missão da APAV é “apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima”, segundo a associação.

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